Origem




Eu era um menino ainda de oito anos de idade, quando li o dicionário biográfico de literatura portuguesa e brasileira da editora globo. As histórias da vida dos grandes escritores me fascinavam. Pareciam grandes aventuras. Um destaque especial para Machado de Assis, com sua infância pobre nascido no Morro do Livramento, este carioca começou vendendo doces até chegar na gráfica José Olímpio e trabalhar como empregado, e depois seguir a carreira literária. Isto me deu forças para sonhar em um dia ser escritor. Aos doze anos de idade escrevi uma redação livre na escola para a aula de literatura, se chamava: A bela Mellorye. A professora gostou tanto que chorou e leu para a turma em voz alta. E no final fui aplaudido por toda a turma da sala. Isto me deu mais forças ainda. Eu era um leitor apaixonado pelos gibis da turma da Mônica, Tio Patinhas, Homem Aranha, Superman, Hulk. Naquela época eu tinha a deliciosa tarefa de ler os livros da editora Àtica para infanto-juvenil: A ilha perdida, Menino de Asas, o Misterioso Caso da Borboleta Atíria, eram sempre aventuras apaixonantes. Escrevi uma peça para o dia das bruxas chamada: Rumo ao Inferno. Porêm como era uma crítica a prática da bruxaria, por ser uma peça muito longa, não fui vencedor no concurso teatral. Mas todos os que leram a história se apaixonaram. No segundo grau minha professora Vera, me influenciou com livros maravilhosos como: Ciranô de Bergerac de Edmond Rostand, Otelo de  Shackspeare. E havia uma vizinha amiga minha que me influenciou com: Em algum lugar do passado, Capitães de Areia, 70 crõnicas de Carlos Drumond  de Andrade. Memorial de Aires, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Inocência. Na fase adulta meu primeiro romance que adquiri com meu próprio dinheiro foi: O Milagre de Nicolas Spark.
Contudo, não posso deixar de citar aqui sobre meus amigos Fernando, Robson, e David. Nós juntos formávamos a S.L.A.C ( Sociedade Literária Almista Contêmporânea ), e o nosso objetivo era nos juntarmos para publicar os nossos livros. Tínhamos reuniôes em minha casa. Debatíamos sobre a qualidade de escrita literária. Trocávamos livros. Conversávamos sobre filosofia. Ríamos. Sonhávamos. Um dia visitamos a Biblioteca Nacional juntos. Gostávamos de ver bons filmes e depois debater sobre eles. Um dia eu enviei uma coletânea de poesias para a editora Àtica e o Editor Fernando Paixão me respondeu com uma cartinha muito incentivadora. Eu mostrei para os meus amigos e eles se motivaram também. Então, por causa de um livro religioso, muito equivocado por sinal, acreditei que a literatura ficcional era coisa do diabo. Acabei abandonando esta arte. Anos mais tarde, consegui emprego temporário com uma agente literária chamada Samantha. Quase publiquei meu primeiro livro. Nesta época conheci uma amiga chamada Janaína Paiva, a melhor poetisa que já conheci. O Maior sonho da vida dela era se tornar uma escritora de sucesso. Ela tinha uma enfermidade. Eu nunca soube o que era. Eu a indiquei para a Samantha que a publicou. Alguns anos depois Janaína Paiva morreu. Seu livro "A Metáfora" continua vivo. Conclusão: O mercado literário às vezes pode ser muito cruel. Você se apaixona pela profissão de escritor. E descobre que o Brasil oferece poucos leitores, que as editoras abrem pouco espaço para novos talentos, que publicar um livro custa muito caro. No final das contas a gente se torna um escritor frustrado. Mas, não desanime. Ainda há uma esperança. Se aperfeiçoe na arte literária, torne-se um grande vendedor do seu próprio trabalho, aprenda Marketing. E aproveite os concursos literários. Lembre-se: Não há coisa mais infeliz do que você passar a vida inteira trabalhando numa coisa que não gosta. Eu prefiro morrer lutando, do que desistir sem nunca ter tentado. Um ótimo dia para todos vocês. São 5: 17 hrs e o sol em breve vai raiar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dai-lhes Vós de Comer!!!

Sê Forte e Corajoso

A Visão do Amor